Véspera de feriado, casa vazia e um silêncio que fala comigo
É véspera de feriado.
A cidade se agita lá fora — trânsito, festas, encontros, malas prontas.
Os filhos já têm seus planos. Os casais, seus programas.
E eu?
Eu tô aqui. Com meu café, meus livros abertos, minha paz.
Tem quem ache triste estar sozinha num feriado.
Mas, sinceramente? Eu tô achando um luxo.
O luxo de ouvir só o que eu quero, de não precisar agradar ninguém, de estar inteira no meu próprio espaço.
Enquanto alguns contam os minutos pra sair,
eu conto os minutos de silêncio que ganhei pra estudar tranquila, pra refletir, pra cuidar de mim sem pressa.
A mesa é minha.
A escolha do que comer é minha.
O tempo é meu.
E não tem cobrança, não tem barulho, não tem interferência.
Só eu, meus objetivos e essa sensação gostosa de estar no lugar certo — mesmo que esse lugar seja o sofá da sala com um monte de PDFs e marca-textos coloridos.
Não é solidão, é foco.
Não é ausência, é escolha.
Eu estou comigo — e isso tem me bastado muito bem.
Esse momento não é vazio, é fértil.
É aqui que eu planto meus sonhos.
É aqui que eu me organizo, que me curo, que me escuto.
Então, se você também ficou em casa e achou que estava perdendo algo,
lembre:
às vezes, o que parece “ficar pra trás” é exatamente o que te leva pra frente.
Esse feriado é meu.
E eu estou adorando minha própria companhia.
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